A prisão de Marco Furlan em acusação de estupro contra uma criança de 5 anos e portadora do Transtorno do Espectro Autista provocou abalo emocional em Kiko Pissolato. Os atores se conhecem há quase 20 anos, quando contracenaram em "Tristão e Isolda", mas não desenvolveram uma amizade, segundo Kiko, que relatou "choque" com as notícias que recebeu pela mulher.
Nesta quinta-feira (6), a prisão de Furlan foi mantida para preventiva, ao mesmo tempo em que a Polícia Civil aguarda autorização da Justiça para poder acessar celular e outros aparelhos do ator, que estaria com a cueca do menor nas mãos no momento do flagra.
"Primeiro veio o espanto. Depois, uma sensação parecida com um luto. Não porque alguém tivesse morrido, mas porque a imagem que eu tinha daquela pessoa deixou de existir", disse Kiko em entrevista ao g1. "Não éramos amigos íntimos, nem tínhamos uma convivência cotidiana, mas havia uma relação cordial construída ao longo de muitos anos", prosseguiu o artista, que também é autor e já esteve em novelas como "Insensato Coração", "Avenida Brasil" e "Os Dez Mandamentos".
Apesar da convivência no teatro em pelo menos três peças, Kiko negou ter notado algum comportamento diferente de Furlan. "Sendo muito honesto, eu não consigo dizer que havia comportamentos que indicassem um crime dessa natureza", resumiu, afastando intenção de conversar com o ex-colega de cena.
"Meu primeiro impulso foi o de muitas pessoas: parar de seguir, apagar fotos, tentar me afastar de qualquer vínculo. Existe um sentimento de choque, de impotência e até de vergonha por pensar que alguém com quem você conviveu durante tantos anos pudesse esconder algo tão grave sem que você jamais imaginasse", finalizou.
Desde a prisão, Marco Furlan, que se dizia solteiro no Tinder, apesar de ter namorada, apresentou versões conflitantes quando confrontado. Em uma delas, o artista alegou estar sob efeito de álcool para confundir o menor com a namorada.